terça-feira, 31 de maio de 2016

NOSSA INIMIGA, A ESCOLA DO ESTADO

NOSSA INIMIGA, A ESCOLA DO ESTADO*
John Cobin, Ph.D.
Não conhecer o nosso inimigo é algo precário, para dizer o mínimo. Achamo-nos em grave perigo quando nosso inimigo se encontra estabelecido de forma incógnita em nosso meio. Nosso inimigo usa, de forma efetiva, artifícios para se disfarçar como algo inofensivo ou mesmo benigno em um dado momento no tempo. Contudo, o terrível pesadelo social que é gerado é algo que se pode avaliar a longo prazo. Porque teríamos que esperar logo menos sagaz das forças que conduzem a escravidão?
Qual instituição brasileira, acima das demais, que tem feito muito para minar a liberdade e moralidade em nossa sociedade? Alguém poderia pensar nos grupos de ativistas gay, os meios de comunicações mais influentes, os grupos feministas de ação, a indústria da pornografia, ou inclusive a própria Receita Federal ou o Banco Central com sua taxa de juros. No entanto, apesar de mau que são essas instituições, não há instituição que por si mesma tenha produzido tanto dano generalizado e de larga duração para a sociedade brasileira como a escola do estado. Tokugawa Ieyasu (1526-1549) do Japão disse uma vez, “para chegar a conhecer o teu inimigo, primeiro deves tornar-te seu amigo, e uma vez que tenhas chegado a ser seu amigo, todas as suas defesas caem. Em seguida podes escolher o método mais adequado para realizar o seu desejo”. E este é precisamente o meio pelo qual nosso inimigo tem uma mão de ferro sobre nossa sociedade – bem em baixo de nossos narizes. Por outro lado, o estrategista militar e filósofo Chino Sun-Tzu (500 a.C) disse, “se conheces teu inimigo e te e conheces a ti mesmo, não precisas temer o resultado de cem batalhas”(A Arte da Guerra). Tomemos o seu conselho e nos demos a tarefa de conhecer o nosso inimigo, a escola do estado.
Desde seu inicio, o projeto da escola estatal tem utilizado extraordinárias táticas de subterfúgios para tratar de ocultar sua verdadeira agenda. Sob a aparência de prover uma educação tradicional as crianças são condicionadas a aceitar ideias erradas. O gasto com educação “pública” tem alcançado níveis record, porém os resultados acadêmicos em áreas como a leitura, a escrita e a aritmética (matemática) são péssimos. Mas, tem fracassado a escola do governo? Como tem apontado com profundidade meu companheiro colunista do Times Examiner Ben Braydon em duas colunas recentes a escola do estado tem sido, de fato, incrivelmente bem-sucedida. O ponto da “educação pública” não é meramente dar-lhes aos estudantes as ferramentas e o conhecimento básico que realmente necessitam para ter sucesso na vida. É doutrinar as crianças nos caminhos que se opõe a Deus e a liberdade. E quanto a este fim tem sido maravilhosamente bem-sucedida. Como apontou o Dr. Steven Yates em sua coluna desta semana do Times Examiner, o objetivo principal de uma escola do governo é doutrinar as crianças com princípios estadistas. Contrário a visão dos Fundadores Americanos, os estudantes aprendem que o estado em seu caráter  de estado tem de ser reverenciado e apreciado. Devem aprender a lutar por ele e a respeitar e defender seu nobre fundamento. Os estudantes também são inundados com princípios do Darwianismo, estilos “alternativos” de vida, duvidosas ideologias ambientalistas, socialismo e humanismo secular. Biblicamente falando o Dr. Yates está correto ao dizer que os pais têm que possuir o domínio sobre a educação de seus filhos – não o estado – e que os pais pecam ao submeter seus filhos à educação “pública”. Da mesma forma, nas últimas duas colunas no Times Examiner, Alan Melton opina que alguns pais enviam seus filhos à escola pública com o propósito de que “socializem”. Porém, esta atividade tem sido um fracasso abismal ao extremo de que uns 85% das crianças que estudam na escola pública e que provem de famílias cristãs terminam abandonando a fé. (Além de televisão e filmes, onde mais obter mais ideias ruins para seus filhos?) Na verdade, que grande tragédia! E não é nada menos pecaminoso que está envolvido na escola pública.
Os inimigos da liberdade têm imposto espalhando e disseminando seu programa escolar governamental. Ainda que muitas famílias cristãs têm sido afligidas por ela, muita gente ainda (de maneira surpreendente) não vê a escola pública como uma amaça. Em vez disso, e vista como um campo “missionário”, um lugar seguro para conseguir emprego, útil para a socialização das crianças, e uma alternativa acessível de educação (incluindo vantagens adicionais como equipes de esportes). O apóstolo Paulo encarrega aos cristãos a tarefa de “derrubar argumento e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus” (2ª Coríntios 10.5). De modo que, é apropriado que os Cristãos devam estar derrubando a escola do estado. Contudo, continuam apoiando-a. Satanás está atacando a Igreja e a liberdade em geral, porém, muitos cristãos ignoram qual é seu inimigo ou onde ele se encontra. Cristo advertiu que “mas, enquanto dormiam os homens, veio seu inimigo e semeou o joio entre o trigo, e se foi” (Mateus 13.25). Assim acontece com o mal da escola do estado, que tem semeado justamente embaixo de nossos narizes, e que agora floresce junto conosco. Que fúnebres são as possiblidades para a liberdade quando os cristãos defendem a escola pública cujo caminho é tão claramente instável! Trabalham para sua própria predição sem dar-se conta disto. De fato, pode ser que alguns nem sequer tenham se dado conta onde se tem sido travada a verdadeira batalha até o Dia do Juízo e o programa da escola estatal encontre seu lugar de descanso final no lago de fogo.
É triste que aqueles que dizem a verdade acerca da natureza e as consequências do sistema escolar do governo (os “críticos”) geralmente chegam a se tornar leviano nos círculos evangélicos. São proibidos de serem personalidade de rádio ou apenas são confinados ao ostracismo pelos seus amigos como “extremistas”, causa-se dano à igreja e a causa da liberdade quando tais campeões da verdade são silenciados ou desprezados, que vergonha! O povo de Deus rejeitando os mensageiros que lhes são enviados é um tema recorrente na história. Que Deus nos ajude a conhecer nosso inimigo!
Copyright © Maio - 2016
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* Tradutor: Rev. João Ricardo Ferreira de França. Ministro da Palavra e dos Sacramentos na Igreja Presbiteriana do Brasil. Atualmente é pastor na Igreja Presbiteriana de Riachão do Jacuípe – BA. Leia o artigo original:  

quarta-feira, 27 de abril de 2016

A EFICÁCIA DO BATISMO

III – A EFICÁCIA DO BATISMO.
Pr. João Ricardo Ferreira de França.
            Compete-nos tratar também deste tema que se relaciona com o Batismo Cristão que é o assunto da eficácia deste sacramento. Isto é importante porque na tradição romanista o sacramento do Batismo possui conotações regeneradoras, ou seja, para o catolicismo romano o batismo opera a salvação.
            Outra preocupação que nos faz ocupar deste assunto é fato de que na tradição evangélica-protestante há uma tendência ao rebatismo como padrão doutrinário ou mesmo como uma distinção entre os que seguem a doutrina ortodoxa e os que são heterodoxos ou até mesmo os que são tidos como heréticos.
3.1 – A Eficácia dos Sacramentos e a Confissão de Fé de Westminster:
            Qual é a validade dos sacramentos na vida cristã? Qualquer pessoa que ministrar os sacramentos deve ser aceito como válido? Geralmente a resposta que nós oferecemos a estas duas questões é que a validade do batismo e a sua eficácia depende de quem realizou o sacramento; entretanto a Confissão de Fé de Westmister apresenta uma resposta interessante:
III. A graça significada nos sacramentos ou por meio deles, quando devidamente usados, não é conferida por qualquer, poder neles existentes; nem a eficácia deles depende da piedade ou intenção de quem os administra, mas da obra do Espírito e da palavra da instituição, a qual, juntamente com o preceito que autoriza o uso deles, contém uma promessa de benefício aos que dignamente o recebem.[1]
            A declaração da Confissão de fé neste particular assegura que a validade dos sacramentos não é dependente da piedade (santidade) ou da intenção (pressuposto teológico) daquele que o administra. Isto se aplica aos dois sacramentos ordenados e estabelecidos pelo Senhor.

3.2 – A Validade e Eficácia do Batismo:

            A doutrina da comunhão dos santos é expressa no credo apostólico “Creio na Comunhão dos Santos” – geralmente se entende aqui uma comunhão mística e também a santa ceia como sendo a forma visível desta comunhão, pois, ela expressa a unidade da Igreja.
            Mas, quando estudamos a Carta de Paulo aos Efésios encontramos Paulo dizendo: “Há uma só fé, um só batismo” (Efésios 4.8). Será que a doutrina do sacramento do Batismo expressa exatamente a unidade? A unidade da fé expressa pelo Batismo tem deixado de ser analisado; e tem-se colocado para a Igreja uma postura de sermos negligente a este particular.
            Quando lemos esta expressão Paulina nos vem a mente a prática do rebatismo dentro da tradição evangélica-protestante. Está correto a prática do rebatismo? Quando presbiterianos, congregacionais, luteranos, anglicanos e reformados são recebidos em outras comunidades evangélicas são automaticamente constrangidos a rebatizar-se. Será que isso é válido?
            A Confissão de fé de Westminster quando toca nesta temática nos traz a lume uma resposta importante: “VII. O sacramento do batismo deve ser administrado uma só vez a uma mesma pessoa[2]
            A Confissão de Fé assegura-nos que o sacramento do Batismo deve ser administrado uma só vez sobre a mesma pessoa. Esta posição adotada é uma forma de combater os anabatistas que não aceitavam o pedobatismo[3]; bem como aqueles que julgavam o modo de batizar por aspersão errado e procuravam rebatizar por imersão. A Confissão de fé usa o texto de Tito 3.5 como fundamento para a sua posição.
            Mas, a grande questão é: Quanto aos que são oriundos do Catolicismo Romano, eles devem ser rebatizados? O tema em si mesmo é melindroso, polêmico e incômodo, pois, o presbiterianismo brasileiro é um dos poucos no mundo a rebatizar católicos quando estes se convertem ao protestantismo.

3.3 – Os Reformadores e a Validade do Batismo na tradição cristã:
            Devemos considerar a posição dos principais reformadores quanto a questão da validade do Batismo, como eles de fato encaravam o sacramento para entendermos a problemática a respeito deste polêmico assunto.
            Qual era a concepção dos primeiros reformadores a respeito da validade eficácia do Batismo como sacramento estabelecido por Cristo Jesus na Igreja? A sabedoria da igreja (ou ignorância como alguns poderão alegar) deve ser sempre ouvida quanto a este assunto, a catolicidade da Igreja reclama ser ouvida neste particular, inclusive na tradição Reformada.
3.3.1 – Martinho Lutero:

            Há muitos que asseguram que a validade do batismo está vinculado a quem administra: por exemplo, se for o batismo efetivado pelo pastor (evangélico ou protestante) este batismo deve ser aceito como válido, mas se for realizado por um sacerdote católico romano deve ser rejeitado.
Curioso é que este pensamento nunca esteve presente na mente dos primeiros reformadores, incluindo Matinho Lutero que afirma que o ser humano batiza e não batiza, então ele explica: “batiza, porque efetua a obra ao submergir o batizando. Não batiza, já que nesta obra não age por sua própria autoridade, mas representa Deus[...]” e ainda informa que “o batismo que recebemos por mãos de um ser humano, não é do ser humano, mas de Cristo e de Deus”.[4]
            A validade e eficácia do sacramento batismal não se vincula a intenção ou a pessoa quem o administra. Uma vez que este sacramento é outorgado por Deus à igreja por meio de um mandato divino, e o que o torna válido é invocação do Deus trino para isso, então, não demérito no sacramente por causa de quem o administra.
3.3.2 – Ulrich Zwínglio:
            Um dos reformadores pouco conhecido no Brasil chama-se Zwínglio ou Zuínglio foi reformador na cidade de Zurique na Suiça, ele sustentara que o batismo e a santa ceia não eram meios de graça, para ele estes sacramentos nada carregavam de redentivo.[5]. Para este reformador o sacramento do Batismo era símbolo da unidade, por isso, admite um só batismo.[6]   
3.3.3 – João Calvino:
            O reformador francês que residiu em Genebra e naquela cidade desenvolveu o ministério da Palavra. Elaborou uma teologia dos sacramentos que se faz presente em todas as confissões de fé reformadas incluindo os Padrões de Westminster (padrões doutrinários na Igreja Presbiteriana).
            Calvino segue a definição agostiniana para os sacramentos “uma forma visível de uma graça invisível”[7]O reformador de Genebra chama o sacramento do Batismo de uma “marca de nosso cristianismo” e do “sinal no qual somos recebidos na Igreja, para que enxertados em Cristo sejamos contados entre os filhos de Deus”.[8]
            Quanto ao tema da validade e eficácia do Batismo Calvino revela que tanto um quanto o outro não depende de quem celebra o sacramento, porque devemos receber o batismo como “se o recebêssemos das mãos do próprio Deus[...] pode-se deduzir daqui de que nem se tira, nem se acrescenta nada ao Sacramento a causa da dignidade de quem o administra [...] quando se envia uma carta não se importe quem seja o portador”.[9]
A tradição cristã Reformada nos deixa o legado de que o batismo tem a sua validade eficácia não por causa da intenção de quem administra. Isto também é assegurado na Confissão de Fé de Westmisnter quando trata dos sacramentos: “[...]; nem a eficácia deles depende da piedade ou intenção de quem os administra, mas da obra do Espírito e da palavra da instituição, a qual, juntamente com o preceito que autoriza o uso deles, contém uma promessa de benefício aos que dignamente o recebem. Ref. Rom. 2:28-29; I Ped. 3:21; Mat. 3:11; I Cor. 12:13; Luc. 22:19-20; I Cor. 11:26.”
O que nós aprendemos aqui sobre a validade e a eficácia do sacramento do Batismo? Que para “a validade do sacramento é essencial que seja ministrado ‘em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo’”.[10] Ou seja, quando lemos Mateus 28.19 temos alí o designativo de Deus que dá sentido e validade ao Bastismo.



[1] Confissão de Fé Capítulo XVII seção IIII.
[2] Confissão de Fé Capítulo XVIII seção 7
[3] Pedobatismo = ao batismo dos filhos dos crentes recém-nascidos.
[4] LUTERO, Matinho.  Do Cativeiro Babilônico da Igreja In: Obras Selecionadas, Volume II, p. 379.
[5] TILLICH, Paul. História do Pensamento Cristão, 1998, p.237.
[6] Apud, KLEIN, Carlos Jeremias. Batismo e Rebatismo  nas mais Diversas Tradições Cristãs. São Paulo: fonte Editorial, 2010, p.43-44.
[7] CALVINO, Juan. Institución de la Religón Cristiana. Barcelona: Felire, 1999, p. 1007-1008
[8] Ibid, p. 1028.
[9] Ibid, p. 1037.                                   
[10] HODGE, A.A. Esboços de Teológia. Tradução: F.J.C.S - Lisboa. São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas (PES), 2001, p.846

quarta-feira, 13 de abril de 2016

O Batismo Cristão e o Culto Reformado

O BATISMO CRISTÃO E O CULTO
Rev. João Ricardo Ferreira de França.

Introdução:
            O tema que o nosso estudo neste momento se ocupa é deveras importante para a vida do povo de Deus. O batismo cristão tem, ao longo dos anos, tomado uma variada significação nos demais grupos cristãos e de diversas confissões. O Batismo é o rito de ingresso na Igreja de Deus. E, por esta razão, as Igrejas cristãs o tem em alta consideração pelo seu valor sacramental. Mas, o que é o Batismo Cristão? A Confissão de Fé de Westminster no capítulo 28 seção 1 responde:
O Batismo é um sacramento do Novo Testamento, instituído por Jesus Cristo, não só para a admissão solene do batizado na Igreja visível, mas também para servir-lhe de sinal e selo do pacto da graça, de seu enxerto em Cristo; de sua regeneração, ou remissão de pecados e de sua total entrega a Deus através de Jesus Cristo, para andar em novidade de vida. Este sacramento, segundo a ordenação do próprio Cristo, há de continuar em sua Igreja até ao final do mundo.[1]
            Esta definição nos coloca a incumbência de tratarmos este assunto com uma profunda seriedade e reverência. O que aprendemos, a partir desta definição, sobre Batismo?
I – O BATISMO É UM SACRAMENTO.
            O Batismo Cristão não meramente um rito de iniciação na comunidade cristã. Na verdade o Batismo Cristão é um sacramento do Novo Testmamento.
1.1  – O que é um Sacramento?
 O Catecismo Maior responde:
Um sacramento é uma santa ordenança instituída por Cristo em sua Igreja, para significar, selar e conferir àqueles que estão no pacto da graça os benefícios da mediação de Cristo; para os fortalecer e lhes aumentar a fé e todas as mais graças, e os obrigar à obediência; para testemunhar e nutrir o seu amor e comunhão uns para com os outros, e para distingui-los dos que estão fora.[2]
      De forma sintética podemos dizer que eles são “sinais e selos do pacto da graça.”[3] Ou seja, “um sacramento ilustra ou simboliza as promessas de Deus”.[4] A palavra de Deus esta palavra sinal para descrever a intenção de chamar a atenção para alguma coisa conforme vemos no Evangelho de João 2.11.
      Devemos ainda ressaltar que os sacramentos tem como função selar as promessas de Deus. Indicando assim a aprovação de Deus. A linguagem do selo nas Escrituras apontam para o fato de aquilo que é sinalizado e selo é autêntico e indica nosso real interesse em Cristo (Romanos 4.11).
1.2  – Os Sacramentos são sinais e selos distintivos do Pacto da Graça.
Outra verdade que precisamos ressaltar é que os sacramentos são marcas distintivas administradas aos que abandonaram o mundo de pecado. Em outras palavras os sacramentos fazem uma “diferença visível entre os que pertencem à igreja e o restante do mundo”[5] (Romanos 15.7,8) desde o Antigo Testamento esta distinção era indicada pelos sacramentos instituídos pelo próprio Deus (Êxodo 12.48).
II – O MODO DO BATISMO
            O segundo tema que nos ocupa neste estudo é quanto ao modo do batismo. Qual é a forma correta de batizar alguém? Tem havido três formas de entendimento sobre este assunto: Imersão, Efusão e Aspersão. Os modos efusão e aspersão  são tomados um pelo outro, de sorte que, o mundo cristão, quanto a este particular, divide-se em dois grupos: Os imersionistas e os Aspersionistas.
2.1 –  O uso dos Termos relacionados ao Bastismo:
            Neste interesse particular devemos tratar do termo Batismo conforme é empregado nas Escrituras Sagradas. Os que defendem a Imersão como único modo válido de batizar alguém sustenta que o termo “Batizar” significa “imergir”, e que por tanto, deve ser o único modo aceitável para se praticar o Batismo Cristão.
            Os termos gregos Baptw, baptizw|/ e batismouj empregados na Bíblia não possuem sentido único e nem sempre significa submergir. Antes estes termos significam “derramar sobre, lavar, limpar, tingir, manchar”.[6]
2.2 – Evidências bíblicas do Uso dos Termos:
            Vejamos agora o que de fato ensina as Escrituras Sagradas no uso destes vocábulos, pois, apenas com a demonstração bíblica podemos estabelecer o uso do termo Batizar e saber se o termo significa exclusivamente imergir.
a)      Marcos 7.4.
PORTUGUÊS
GREGO
Quando voltam da praça, não comem sem se aspergirem; e há muitas outras cousas que receberam para observar, como a lavagem de copos, jarros e vazos de metal e camas
καὶ ἀπὸ ἀγορᾶς, ἐὰν μὴ βαπτίσωνται, οὐκ ἐσθίουσι· καὶ ἄλλα πολλά ἐστιν ἃ παρέλαβον κρατεῖν, βαπτισμοὺς ποτηρίων καὶ ξεστῶν καὶ χαλκίων καὶ κλινῶν·

Vemos aqui neste texto que a tese de que o vocábulo batismo (βαπτισμοὺς) não significa exclusivamente imergir. Pode-se observar que a palavra “aspergir” reproduz o vocábulo grego “βαπτίσωνται”- baptisontai – que é uma outra forma do verbo “batizar” no grego. E o termo “lavagem” de copos, jarros e camas é o vocábulo “βαπτισμοὺς” – baptismous. Como imergir camas de dormir?
b)      Lucas 11.38.
PORTUGUÊS
GREGO
O fariseu, porém, admirou-se ao ver que Jesus não se lavara primeiro, antes de comer
ὁ δὲ Φαρισαῖος ἰδὼν ἐθαύμασεν ὅτι οὐ πρῶτον ἐβαπτίσθη πρὸ τοῦ ἀρίστου.
c)      Hebreus 9.10
PORTUGUÊS
GREGO
sendo somente, no tocante a comidas, e bebidas, e várias abluções, umas ordenanças da carne, impostas até um tempo de reforma.
μόνον ἐπὶ βρώμασι καὶ πόμασι καὶ διαφόροις βαπτισμοῖς καὶ δικαιώματα σαρκὸς, μέχρι καιροῦ διορθώσεως ἐπικείμενα.
Neste texto aprendemos que os judeus receberam o Batismo como algo que lhes foi imposto, e que tal é variado. O termo abluções no grego é “βαπτισμοῖς” [batismois]. Diante dos textos que temos pode-se perceber que nenhum deles assegura a posição de que o vocábulo Batismo signifique exclusivamente imergir; mas, parece indicar outra direção quanto o sentido que o termo é usado nas Escrituras.
2.3 – A Confissão de Fé de Westminster e o Modo do Batismo:
            A tradição reformada preservada na Confissão de Fé de Westminster, padrão de doutrina da Igreja Presbiteriana, assevera o seguinte: “Não é necessário imergir o batizando na água; mas o Batismo é corretamente administrado aspergindo água sobre o batizando” (CFW, cap. 28, seção III – ênfase nossa).
            A nossa Confissão de Fé simplesmente ensina-nos que o “mandamento de batizar consiste em que se lave com água em nome da Trindade.”[7] Entretanto, a Confissão não silencia quanto a questão do modo assegurando que o modo correto é o aspergir a água. O uso do vocábulo batismo parece nos levar para esta posição, alguns textos das Escrituras nos ajudam a fundamentar esta posição, por exemplo, o texto de Atos 2.41 revela-nos a impossibilidade deste batismo ter sido realizado por imersão. Como imergir em um único dia mais três mil pessoas por imersão.
            Outro texto curioso é o caso do carcereiro de Filipos “Naquela mesma hora da noite, cuidando deles, lavou-lhes os vergões dos açoites. A seguir, foi ele batizado, e todos os seus.” (Atos 16.33).
            Temos visto que se adotarmos a leitura de que o temo batismo significa exclusivamente imergir teremos dificuldades com a leitura de alguns textos das Escrituras onde o termo ocorre, e assim, estabelece-se que a Aspersão é o caso aplicado. Se ignoramos o ensino geral das Escrituras podemos acabar negligenciando o princípio Básico de que toda a prática cristã, em temos de ensino e vida, deve derivar das Escrituras sob três aspectos hermenêuticos importantes: 1. Um mandamento expresso; 2. Um exemplo bíblico-histórico; e 3. Uma inferência lógica. Então, ao defender um postulado teológico como a ideia de que o termo Batismo significa exclusivamente imergir deve seguir estes três passos hermenêuticos importantes.
  Vejamos:
Texto Português
Texto Grego
Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés.(1ª Co. 10.1,2)
1Co 10:1  Οὐ θέλω δὲ ὑμᾶς ἀγνοεῖν, ἀδελφοί, ὅτι οἱ πατέρες ἡμῶν πάντες ὑπὸ τὴν νεφέλην ἦσαν, καὶ πάντες διὰ τῆς θαλάσσης διῆλθον, καὶ πάντες εἰς τὸν Μωϋσῆν ἐβαπτίσαντο ἐν τῇ νεφέλῃ καὶ ἐν τῇ θαλάσσῃ,
            Ao lermos este texto podemos substituir o termo batizados por imergidos. “(...)tendo sido todos imergidos assim na nuvem como no mar (...)” – é possível ser imersos na nuvem? Ou ainda imersos em Moisés?
 Quanto ao modo de batizar alguém pelo ensino geral das Escrituras, podemos assegurar que é a aspersão a forma correta de fazê-lo. Ainda que a forma não esteja “claramente definida na Bíblia”[8]
2.4 – João Batista e a Imersão.
Os imersionistas agarram-se a João Batista dizendo que ele praticou a imersão. Será que João praticou a imersão no seu ministério? Alguns argumentam que ele batizou no Rio Jordão, ora se ele batizava em um rio, logo, ele batizava por imersão. Parece-nos uma conclusão lógica. Temos alguns problemas com essa argumentação:
1)      Quem era João Batista?
Todos nós sabemos que João era o primo de Cristo, e Filho de Isabel e Zacarias. Mas qual é era a função João? Jesus disse que João era Profeta. Por isso, Cristo disse que ele era o Elias prometido (Mateus 17:12-13) conforme profetizado por Malaquias 4.5: “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do SENHOR; , isto é fato descrito por Mateus 11.10-13. O que iria fazer o “Elias prometido”? Em Malaquias 3.1,3 diz que ele “purificará os filhos de Levi”, mas como era feita a purificação dos Filhos de Levi? Era por imersão ou aspersão? Veja o que diz Números 8.6-7. Então, João não poderia ser um imersionista.
2)      João como profeta não poderia introduzir um novo rito de purificação:
É público e notório que todos os ritos de purificação no V.T eram por aspersão, e todos os profetas praticaram a aspersão como rito de purificação, especialmente porque Moisés havia recebido a ordem de Deus para isso, logo, nenhum profeta poderia alterar o rito, como João, sendo um judeu levita, poderia introduzir tal rito estranho? Basta olharmos o primeiro capítulo do Evangelho de João 1.25 (evangelista) para vermos que isso era impossível.



[1] HODGE, A.A. A Confissão de Fé de Westminster Comentada. Tradução: Valter Graciano Martins. São Paulo: Editora os Puritanos, p.457.
[2] Catecismo Maior de Westminster  resposta à pergunta 162.
[3] Confissão de Fé de Westminster, Capítulo 27. Seção 1ª
[4] LUCAS, Sean Michael. O Cristão Presbiteriano – Convicções, Práticas e Histórias. Tradução: Elizabeth Gomes. São Paulo: Cultura Cristã, 2011, p.88.
[5] Confissão de Fé de Westminster, Capítulo 27. Seão 1ª.
[6] HODGE, Charles. O Batismo Cristão Imersão ou Aspersão? Tradução: Sabatini Lalli. São Paulo: Cultura Cristã, 2003, p.9.
[7] HODGE, A.A. A Confissão de Fé de Westminster Comentada. Tradução: Valter Graciano Martins. São Paulo: Editora os Puritanos, p.460.
[8] NASCIMENTO, Adão Carlos; MATOS, Alderi Souza de. O que todo Presbiteriano Inteligente deve saber. P.165.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

AMÓS - PARTE 1

AMÓS
Pr. João Ricardo Ferreira de França.

O nome de nosso personagem evoca muito bem a sua missão profética de forma singular. “עָמ֔וֹס  ”  [‘amos] o significado de seu nome é “carregador de fardos” os “fardos de julgamento que ele transmitiu contra Israel, o reino do Norte”.[1] Amós nasceu em Tecoa “uma pequena aldeia 8km ao sul de Belém”[2](Amós 1.1).
            Ele era um criador de gado e colhedor de sicômoros e não era da linhagem profética tradicional (Amós 7.14-15). Isso é assegurado pelo uso da expressão “filho de profeta” [בֶן־נָבִ֖יא (ben-nabi’)], isto não tem “a ver com a sua filiação” isto era uma forma de “idiomatismo hebraico para designar alguém que fosse membro de uma corporação profética”, e com o uso do advérbio de negação (לֹ֥א (lo)) indicava que Amós “não pertencia a nenhuma “Ordem dos Profetas”.[3]


O próprio profeta parece fornecer “a data precisa de sua profecia ou, mais precisamente, o ponto inicial de sua carreira como profeta”.[4] Nos parece que as referências existentes “no próprio livro apontam para uma data próxima do final do reinado de Jeroboão II, que ocupou o trono de Samaria como regente ao lado de seu pai, Jeoás, e como governante único durante 41 anos (793-753 a.C)”[5].
Vale salientar que “Jeroboão II e Uzias reinaram simultaneamente de 767 a 752” e que o grande “terremoto de 1.1 foi evidentemente acompanhado de um eclipse solar, conforme está sugerido em 8.8-10”. Isto pra nós é importante porque segundo “os astrônomos, esse eclipse ocorreu em 15 de junho de 763 a.C. A profecia sobre Israel foi proferida dois anos antes em 765, e escrita algum tempo depois do terremoto”.[6]


A finalidade desta profecia ou da composição do livro é ser um “exemplo da bondade de Deus para com uma  nação indigna. Os israelitas do norte haviam rejeitado o concerto davídico e, portanto, haviam perdido o direito de qualquer reivindicação às promessas de Jeová.”[7] Mas de forma bem lacônica podemos dizer que o propósito do livro também é “soar a trombeta, avisando à liderança e à aristocracia de Israel do eminente julgamento de Deus sobre a nação.”[8] Israel estava deploravelmente idólatra, havia uma crise social terrível, os ricos desprezando os pobres; então, a profecia de Amós vem combater essas práticas de forma perene e incisiva.

            Durante o período que engloba essa profecia havia uma grande prosperidade para os dois reinos (Norte e Sul) conforme parece indicar-nos o texto de Amós 6.1-6:

Ai dos que andam à vontade em Sião e dos que vivem sem receio no monte de Samaria, homens notáveis da principal das nações, aos quais vem a casa de Israel!2 Passai a Calné e vede; e, dali, ide à grande Hamate; depois, descei a Gate dos filisteus; sois melhores que estes reinos? Ou será maior o seu território do que o vosso território? 3 Vós que imaginais estar longe o dia mau e fazeis chegar o trono da violência;4 que dormis em camas de marfim, e vos espreguiçais sobre o vosso leito, e comeis os cordeiros do rebanho e os bezerros do cevadouro;  5 que cantais à toa ao som da lira e inventais, como Davi, instrumentos músicos para vós mesmos; 6 que bebeis vinho em taças e vos ungis com o mais excelente óleo, mas não vos afligis com a ruína de José.

            E o mais notável que o texto nos apresenta é que “junto com o crescimento” veio um “grande desprezo pelos pobres”.[9] Entretanto, essa prosperidade áurea em dez anos corridos chegaria ao fim, pois, os recursos de uma economia fluente estavam agora concentrados nas mãos de alguns. Um escritor nos lembra algo interessante:
A mensagem que Javé ordenou que fosse transmitida  por seu profeta a Israel pode ser resumida nas seguintes palavras: ‘chegou o fim para o meu povo de Israel’ (8.1-2). Tudo o mais não passa de interpretação e explicação deste veredito. Javé  comunica esta decisão ao profeta através de cinco visões, que encontramos em 7.1-8; 8.1-2 e 9.1-4. O profeta se torna, pois, co-sabedor daquilo que está por vir. [10]

            Conforme sabemos o Reino do Norte foi estabelecido sob a idolatria. O rei Jeroboão I não querendo perder seus súditos para o Sul (Judá), onde ficava o Templo de Jerusalém “criou dois bezerros de ouro, um em Betel e outro em Dã”[11] (1º Reis 12.26-29) observemos o mapa para observarmos esta situação:









            O redator do livro dos Reis declara que esta atitude tornou-se um canal de grande pecado diante de Yahweh; pois, havia um grande esforço do povo para ir adorar o ídolo (1º Reis 12.30). Dentro desse contexto, Jeroboão I, além de estabelecer um culto idólatra também criou novos sacerdotes que não eram da linhagem levítica (1º Reis 12.31), criou festas religiosas (1º Reis 12.32,33).
            A nação estava mergulhada na idolatria por uns longos 170 anos desde o reinado de Joreoboão I até Jeroboão II. Havia muita religiosidade neste tempo, conforme aprendemos na passagem do capítulo  5.21-23:
21 Aborreço, desprezo as vossas festas e com as vossas assembléias solenes não tenho nenhum prazer. 22 E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de manjares, não me agradarei deles, nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais cevados.  23 Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras.
            Era uma religiosidade que não agradava a Deus, pois, ele não recebia esse culto essa adoração corrompida. E o profeta é chamado a se colocar contra essa postura de uma falsa piedade, de uma adoração de lábios não do coração.
            No serviço litúrgico o povo queria dar a Deus aquilo que estava no coração deles, mas não o que Deu requeria em Sua Palavra. Em Amós 4.5 somos lembrado dessa faceta da adoração quando é corrompida; porque aquilo que “agrada o povo” é odiado por Deus (Amós 5.21). O escritor Bonora declara: “Deus afirma, com desprezo, que esses são os ‘vossos’ sacrifícios e as ‘vossas’ oferendas: ele não quer mais tomar conhecimento deles”.[12]
            Essa era trágica situação da religião do povo da aliança, era peso para Yahweh tal prática religiosa:
Ainda que os grandes santuários estavam em plena atividade, repletos de adoradores e  magnificamente providos, a religião não se conservava em sua pureza. Muitos santuários eram abertamente pagãos, fomentando os cultos de fertilidade e a prostituição sagrada. Outros, a maioria, ainda que se apresentassem como santuários de Yahweh, cumpriam una função totalmente negativa: apaziguar a divindade com ritos e sacrifícios que garantiam a tranqüilidade de consciência e o bem-estar  do país.[13]
Podemos perceber que Deus “investe contra uma religião institucionalizada, fechada em sim mesma, segura de si  e confiante num culto mágico”[14], e as vezes somos cada um de nós pensamos que podemos aplacar a ira de Deus cumprindo meros rituais, vamos ao culto como se ele fosse a solução mágica pra todas as adversidades que enfrentamos; e ignoramos completamente que o Culto é a obrigação de um coração que verdadeiramente adora a Yahweh.
            O profeta Amós expressa bem o que Deus pensava do povo que lhe oferecia este tipo de culto e ritual sem vida quando fala  no capítulo 4.4-5:
4 Vinde a Betel e transgredi, a Gilgal, e multiplicai as transgressões; e, cada manhã, trazei os vossos sacrifícios e, de três em três dias, os vossos dízimos; 5 e oferecei sacrifício de louvores do que é levedado, e apregoai ofertas voluntárias, e publicai-as, porque disso gostais, ó filhos de Israel, disse o SENHOR Deus.
            Cada culto prestado “na realidade, era um pecado contra Deus”[15],por isso, Deus se pronunciava de forma imperativa contra tais demandas injustas do povo que era resultado desta idolatria e desprezo para com Deus.
[Amós] Dirigiu uma palavra forte às mães e matronas que exigiam o melhor dos alimentos e mobiliário, com sacrifício dos pobres (4.1). De modo semelhante, fala aos pais que levam seus filhos à flagrante idolatria (2.7b), aos fazendeiros (4.7-9, 5.16b,17), aos soldados (5.3), aos juízes (5.7), aos homens de negócios (5.11, 8.4-6), aos adoradores (5.2123), aos líderes de Samaria (6.1-7), a Amazias, o sacerdote em Betel (7,14-17), a homens e mulheres jovens (8.13). A última interpelação direta é a todo o povo de Deus, quando por sua boca Yahwéh diz: "Vós, israelitas, sois para mim o mesmo que os cusitas...os filisteus e os arameus" (9.7 NIV). Amós torna muito claro que a nação inteira está sob julgamento; acentua que cada dimensão de sua vida está corruptamente afetada pelo pecado. Eles, o povo eleito (3.1,2; cf.6.8, 8.7),7 quebraram seu pacto com Yahwéh, seu Redentor, Senhor e Protetor.[16]
            O escritor Luis Alonso Schökel nos lembra que os “profetas anteriores a Amós eram ‘reformistas’; conscientes dos falhos de seus contemporâneos, pensavam que tais erros podiam se solucionar dentro das estruturas em vigor”.[17]
            As palavras proféticas de Amós são dirigidas as nações pagãs tais como Gaza (Amós 1.6-8), Tiro (Amós 1.9-10), Edom (Amós 1.11-12), Amom (Amós 1.13-15) e Moabe (Amós 2.1-3). Aqui nitidamente vemos o profeta levantar o oráculo de juízo contra os inimigos políticos de Israel. E certamente é aplaudido pelos seus compatriotas  por uma mensagem contra tais nações.
            Entretanto, o problema surge quando a voz do profeta levanta-se contra Judá, o Reino do Sul (Amós 2.4-5), e alguns dos israelitas devem ter gostado de ouvir que o profeta repreendera os habitantes de Judá, era como se povo disse: “Muito bem, Profeta Amós pode lapiar as costas de povo, esse grupo do Reino do Sul merece”. Mas, Amós também se volta para Israel (o Reino do Norte) conforme vemos no capítulo 2.6. E, assim a profecia se ocupa em tratar com Israel.



[1]FILHO, Isaltino Gomes Coelho. Os Profetas Menores I – Oséias, Joel, Amós, Obadias e Jonas. Rio de Janeiro: JUERP, 2009, p.83.
[2]ELLISEN, Stanley A. Conheça Melhor o Antigo Testamento. Tradução: Emma Anders de Souza Lima.São Paulo: Editora Vida, 1991, p.286
[3]FILHO, Isaltino Gomes Coelho. Os Profetas Menores I – Oséias, Joel, Amós, Obadias e Jonas. Rio de Janeiro: JUERP, 2009, p.84
[4] PINTO, Carlos Osvaldo. Foco e Desenvolvimento no Antigo Testamento. São Paulo: Hagnos, 2006, p. 425
[5] HUBBARD, David Allan. Joel e Amós: introdução e comentário, Tradução: Márcio Loureiro Redondo. São Paulo: Edições Vida Nova, 1996.    

[6] ELLISEN, Stanley A. Conheça Melhor o Antigo Testamento. Tradução: Emma Anders de Souza Lima.São Paulo: Editora Vida, 1991, p.287
[7] YOUNG, Edward J. Introdução ao Antigo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1964, p. 221
[8] ELLISEN, Stanley A. Conheça Melhor o Antigo Testamento. Tradução: Emma Anders de Souza Lima.São Paulo: Editora Vida, 1991, p.287
[9] FILHO, Isaltino Gomes Coelho. Os Profetas Menores I – Oséias, Joel, Amós, Obadias e Jonas. Rio de Janeiro: JUERP, 2009, p.86.
[10] KIRST, Nelson. Amós – Textos Selecionados, I. São Leopoldo: Comissão de Publicações da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, 1983, p.19.
[11] FILHO, Isaltino Gomes Coelho. Os Profetas Menores I – Oséias, Joel, Amós, Obadias e Jonas. Rio de Janeiro: JUERP, 2009, p.87
[12] BONORA, Antonio. Amós, O Profeta da Justiça. São Paulo: Edições Paulinas, 1983, p.39.
[13] SCHOKEL, Luis Alonso.; DIAZ, J. L. SICRE, Profetas - Introducciones y comentario, Volume II Madrid: Ediciones Cristiandad, 1980, p.951, p.952.
[14] BONORA, Antonio. Amós, O Profeta da Justiça. São Paulo: Edições Paulinas, 1983, p.39
[15] FILHO, Isaltino Gomes Coelho. Os Profetas Menores I – Oséias, Joel, Amós, Obadias e Jonas. Rio de Janeiro: JUERP, 2009, p.89
[16] GRONINGEN, Gerard Van. Revelação Messiânica no Velho Testamento. Tradução: Cláudio Wagner. Campinas: Luz para o Caminho, 1995,p 426
[17] SCHOKEL, Luis Alonso.; DIAZ, J. L. SICRE, Profetas - Introducciones y comentario, Volume II Madrid: Ediciones Cristiandad, 1980, p.951.