sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O JARDIM DO SENHOR E A ESCATOLOGIA DO DOMÍNIO


O JARDIM DO SENHOR
Por. Rev.David Chilton
Tradução: Rev .João Ricardo Ferreira de França 

O que - ou bastante, quem - era necessário para esta graça e este chamado que necessitávamos? Quem, senão o próprio Verbo de Deus, que no princípio também havia criado todas as coisas do nada? Foi Ele, e somente Ele, quem transformou o corruptível em incorruptível e manteve para o Pai sua consistência e caráter com todos. Porque só ele, sendo o Verbo do Pai e acima de tudo, era em consequência tanto capaz de re-crear a tudo, como digno de sofrer por todos e ser embaixador para todos com o Pai.
Atanásio,  On the Incarnation  [7]

Os Animais do Jardim
            No Éden antes da queda, não havia morte (Romanos 5.12). Os animais não eram “selvagens”, e Adão podia nomear (a saber, classificar) aos animais sem temor (Gênesis 2.19-20). Porém a rebelião do homem resultou em terríveis mudanças no mundo inteiro. A natureza dos animais se alterou, de maneira que se converteram em uma ameaça para a paz e a segurança do homem. O domínio que Adão havia exercido sobre eles perdeu-se.
            Contudo, em Cristo o domínio tem sido restaurado (Salmos 8.5-8 comparem com Hebreus 2.6-9). Por isso, quando Deus salvou a seu povo, este efeito da maldição começou a ser revertido. Cristo lhes conduz por um perigoso deserto, protegendo-os de serpentes e escorpiões (Deuteronômio 8.15), e prometeu-lhes que na Terra Prometida seria semelhante ao Éden em sua liberdade dos ataques dos animais selvagens: “E eu darei a paz na terra, e dormireis, e não haverá quem vos espante; e farei cessar de vossa terra os animais nocivos, e por vossa terra não passará espada” (Levítico 26.6) Na realidade, esta é a razão ela qual Deus permitiu que Israel exterminasse aos cananeus de uma vez por todas: Os pagãos servirão como amortecedores entre o povo do pacto e os animais selvagens (Êxodo 23.29-30; Deuteronômio 7.22).
            Por conseguinte, quando os profetas predisseram a futura salvação em Cristo, a descreveram nos mesmos termos da benção do Éden: “E estabelecerei com eles aliança de paz e tirarei da terra as feras, e habitarão no deserto com segurança, e dormirão nos bosques”(Ezequiel 34.25). “Não haverá ali leão, nem qualquer animal feroz subirá por ele; não se acharão ali pra que o recorram os resgatados”. (Isaías 35.9). De fato, a Bíblia chega até a dizer que, a causa da penetração do evangelho no mundo, a natureza selvagem dos animais será transformada a sua condição original e edênica:
O lobo habitará com o cordeiro, e o leopardo  se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado andarão juntos, e um pequenino os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias  juntas se deitarão; o leão comerá palha como o boi. A criança  de peito brincará sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar. (Isaías 11.6-9; consultar Isaías 65.25).
            Por outra parte,  Deus advertiu, a maldição reapareceria se o povo se distanciasse da Lei de Deus: “Porque enviarei para o meio de vós as feras do campo, as quais vos desfilharão, e acabarão com o vosso gado, e vos reduzirão a poucos; e os vossos caminhos se tornarão desertos” (Levítico 26.22; consultar Números 21.6; Deuteronômio 28.26; 2º Reis 2.24; 17.25; Ezequiel 5.17; 14.15; 32.4; Apocalipse 6.8). Quando uma cultura se distancia de Deus, Ele entrega esse povo ao domínio dos animais selvagens, para evitar que esse povo tenha domínio ímpio sobre a terra. Porém, na cultura piedosa, esta ameaça contra vida e a prosperidade desaparecerá progressivamente, e finalmente, quando o conhecimento de Deus cobrir a terra, os animais serão domados e colocados novamente ao serviço do reino de Deus.
            Finalmente, em relação com isto, temos que considerar aos dinossauros, pois, existe toda uma teologia ao redor deles na Bíblia. Ainda que a Bíblia fale dos dinossauros terrestres (consultar behemoth em Jó 40,15-24, que alguns confundem com um hipopótamo, mas na realidade ele parece mais com um brontossauro), nosso interesse aqui se concentra nos dragões e as serpentes marinhas (Consultar Jó 7.12; 41.1-34) – alguns supõem que a criatura que se menciona na última referência, um enorme dragão que cuspia fogo e se chamava de leviatã, era um crocodilo!). Essencialmente como parte da boa criação de Deus (Gênesis 1.21): monstros marinhos, não existe “mau” acerca destas criaturas (Gênesis 1.21; Salmos 148.7), não há nada “mau” acerca destas criaturas (Gênesis 1.31; Salmos 148.7); porém, por causa da rebelião do homem, se usam na Escritura para simbolizar ao homem rebelde no cume de seu poder e sua glória.
            Na Escritura se fala de três classes de monstros Tannin[1] (dragão; Salmos 91.13), leviatã[2] (Salmos 104.26), e rahab[3] (Jó 26.12-13); em hebraico, esta palavra é completamente diferente do home da prostituta Cananeia que salvou aos espias hebreus em Josué 2. A bíblia relaciona cada um destes monstros com a serpente, que representa ao inimigo vil e enganoso do povo de Deus (Gênesis 3.13-15). Por isso, para demonstrar a vitória divina e o domínio divino sobre a rebelião do homem, Deus converteu a vara de Moisés em uma “serpente” (Êxodo 4.1-4), e a vara de Arão em uma cobra (tannin: Êxodo 7.8-12). Por conseguinte, na Escritura, o dragão / a serpente se converte em símbolo da cultura satanicamente inspirada e rebelde (Compare Jeremias 51.34), especialmente exemplificada pelo Egito em sua guerra contra o povo do pacto. Isto é particularmente certo com respeito ao monstro rahab (que significa o altivo), que frequentemente é sinônimo do Egito (Salmo 87.4; 89.10; Isaías 30.7). A libertação do povo do pacto por parte de Deus no Êxodo se descreve em termos tanto da criação original de Deus como de seu triunfo sobre o dragão:
Desperta, desperta, arma-te de força, braço do SENHOR; desperta como nos dias passados, como nas gerações antigas; não és tu aquele abateu ao Egito e feriu o monstro marinho? Não és tu aquele que secou o mar, as águas do grande abismo? Aquele que fez o caminho no fundo do mar, para que passassem os remidos? (Isaías 51.9-10)
            A Bíblia também fala do Êxodo como salvação contra o leviatã: “Tu, com teu poder, dividiste o mar; esmagaste sobre as águas a cabeça dos monstros marinhos. Tu despedaçaste as cabeças do crocodilo e o deste por alimento às alimárias do deserto” (Salmos 74.13-14).
            Por isso o cumprimento provisório da promessa feita no Éden, a cabeça do dragão foi esmagada quando Deus tirou seu povo do Egito. Claro que, a ferida na cabeça foi curada e o dragão (acompanhado pelo dragão-estado em sua imagem) continuou atormentando e perseguindo a semente da mulher (consultar Apocalipse 12-13). Isso ocorre várias vezes durante todo o Antigo Testamento, que registra numerosos esmagamentos da cabeça do dragão (Juízes 4.21; 5.26-27; 9.50-57; 1º Samuel 5.1-5; 17.49-51; 2º Samuel 18.9; 20.21-22; Salmos 68.21; Habacuque 3.13-14). Em termos da tríplice estrutura da salvação que vimos no capítulo anterior, a derrota definitiva do dragão teve lugar na morte e na ressurreição de Cristo, quando derrotou os poderes das trevas, desarmou as forças demoníacas, lançou fora o diabo, e o deixou indefeso (Salmo.110.6; João 12.21-32; Colossenses 2.15; Hebreus 2.14; Apocalipse 12.5-10; 20.1-3). Os profetas esperavam isto: “Naquele dia, o SENHOR castigará com sua espada dura, grande e forte, ao leviatã serpente veloz, e ao leviatã serpente tortuosa; e matará ao dragão que está no mar.”
            Progressivamente, as implicações da vitória de Cristo são desenvolvidas por seu povo a seu tempo e na terra (João 16.33; 1ª João 2.13-14; 4.4; 5.4-5; Apocalipse 12.1), até o triunfo final na consumação da história, quando o dragão seja por fim destruído (Apocalipse 20.7-10). Contudo, o ponto especial que se deve captar para a época atual é que devemos esperar crescentes vitórias sobre a serpente, que sido posto debaixo de nossos pés (Romanos 16.20). Ao escolher para os piedosos constantemente as bênçãos do Éden restaurado, o domínio de Satanás se encolherá e se desvanecerá. Isto está simbolizado pelo fato de que, quanto a todas outras criaturas sejam reatadas a sua natureza edênica, a condição da serpente permanecerá igual. Deus advertiu ao dragão que comeria o povo debaixo dos pés dos justos e este aspecto da maldição alcançará seu efeito pleno:
O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá palha como o boi; pó será a comida da serpente. Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, diz o SENHOR (Isaías 65.25; consultar Gênesis 3.14)
As Árvores do Jardim
            Claro que, é desnecessário dizer que um aspecto fundamental do Jardim do Éden é que era um jardim: toda classe de árvores formosas e que davam frutos haviam sido plantadas ali por Deus (Gênesis 2.9). Antes da queda, o alimento era abundante e barato,  e o homem não tinha que gastar muito tempo buscando se sustento e refrigério. Em vez disso, passava seu tempo em atividades científicas, produtivas, e estéticas (Gênesis 2.15,19-20). A maior parte de seu trabalho tinha haver com investigar e harmonizar seu ambiente. Porém, quando se rebelou, isto foi mudado, e a maldição caiu sobre seu trabalho e seu ambiente natural:
E a Adão disse: visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; e fadigas obterás dela sustento durante os dias da tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão , até que tornes a terra, pois dela foste formado: porque tu és pó e ao pó tornarás. (Gênesis 3.17-19)
            Deus impôs a maldição da escassez, e a maior parte do trabalho do home se converteu em uma busca por alimento.
            Mas, na salvação, Deus restaura a seu povo ao Éden, e o alimento se torna mais barato e mais fácil de obter. E por sua vez, pode-se dedicar mais tempo a outras atividades: o aumento da cultura é possível somente quando o alimento é relativamente abundante. Deus dá ao seu povo alimento para dar-lhe domínio. A história bíblica da salvação demonstra isto por várias vezes. Em vários lugares, que não se pode mencionar a todos aqui, menciona-se aos homens piedosos próximos de árvores (Veja-se Gênesis 18.4,8; 30.37; Juízes 3.13; 4.5; 1º Reis 19.5; João 1.48; e, em uma tradução moderna, veja-se Gênesis 12.6; 13.18; 14.13; Juízes 4.11). Em nenhuma destas referências és absolutamente essencial para a própria história mencionar as árvores; em certo sentido, poderíamos pensar que este detalhe poderia ser deixado de fora: mas Deus quer que vejamos em nossas mentes a imagem de seu povo vivendo em meio à abundância, rodeado pelas bênçãos do jardim como aparecem restaurados na salvação. Quando Israel é bendito, encontramos a cada um dos homens sentado sob sua própria videira e figueira (1º Reis 4.25), e o mesmo se profetiza a respeito de todos os que vivem sob as bênçãos do Cristo, quando todas as nações acudam ao Monte do Senhor (Miquéias 4.1-4; Zacarias 3.10).
            Por esta razão, a imagem edênica de arvores, plantar, e frutos se usam através de toda a Escritura para descrever a obra da salvação de Deus. Ao cantar acerca da libertação do povo de Deus no novo Éden, Moisés disse: “tu o introduzirás e o plantarás no monte da tua herança”(Êxodo 15.17). O homem piedoso é “ como árvore plantada junto a correntes de águas, que no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido” (Salmos 1.3; consultar Jeremias 17.7-8). O povo do pacto é “como árvore junto ao rio, como aloés plantados elo SENHOR, como cedros junto às águas”(Números 24.6). “Dias virão em que Jacó lançará raízes, florescerá e brotará Israel, e encherão de fruto o mundo”. (Isaías 27.6)
            O candelabro no tabernáculo era uma lembrança do Éden: na realidade, era uma árvore estilizada, adornada com bolbos e flores artificiais, todo feito de ouro puro (Êxodo 37.17-24). Também, o templo foi provido ricamente de simbolismo da restauração edênica: as paredes de cedro exibiam esculturas de abóboras, flores, palmeiras e querubins cobertos de ouro (1º Reis 6.15-36; consultar a visão do templo restaurado em Ezequiel 41.18-20). A arca da Aliança continha não somente a lei, mas também uma fonte de outro com manar e a vara de Arão que estava milagrosamente cheia de brotos, flores, e amêndoas (Hebreus. 9.4).
            O sumo sacerdote era um símbolo vivente do homem restaurado plenamente a  comunidade com Deus no Jardim do Éden. Sua frente estava coberta com uma placa de ouro, na qual estava gravada a frase: SANTIDADE AO SENHOR (Êxodo 28.36), como símbolo da eliminação da maldição na  frente de Adão. O peitoral estava coberto de ouro e outras pedras preciosas (Êxodo 28.15-30), e a borda de sua túnica estava circundada por romãs e sinos de ouro (Êxodo 28.33-35). Como outro símbolo da libertação da maldição, a túnica mesma era feita de linho (Êxodo 28.6), porque, enquanto ministravam, aos sacerdotes eram proibidos de levar sobre si nenhum artigo de vestuário de lã:
“[...]quando entrarem pelas portas do átrio interior, usarão vestes de linho; não se porá lã sobre eles, quando servirem nas portas do átrio interior, dentro do templo.Tiaras de linhos lhes estarão sobre a cabeça, e calções de linho sobre as coxas; não se cingirão a ponto de lhes vir suor.” (Ezequiel 44.17-18)
Em Gênesis 3.18-19, o suor é um aspecto do trabalho do homem caído sob a morte e maldição;  ao sacerdote, como Homem Restaurado, lhe era requerido levar o material de limpeza rápida de linho para mostrar a eliminação da maldição na salvação.
            O simbolismo edênico aparecia também nas festas de Israel, quando celebravam a abundância da provisão de Deus e desfrutam da plenitude  da vida e a prosperidade sob as bênçãos do pacto. Isto é particularmente certo das festas dos tabernáculos e as cabanas (também chamadas de “ajuntamento” em Êxodo 23.16). Nesta festa, se lhes requeria abandonar seus lugares e viver durante sete dias em pequenos “tabernáculos”, ou cabanas, feitas inteiramente dos “frutos de árvores formosas, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas, e salgueiros de ribeiras”(Levítico 23.40). De modo geral, Israel habitava em cidades muradas, como proteção contra seus inimigo; no entanto, no momento próprio de prosperidade (o fim da colheita) – quando um ataque parecia mis possível – Deus lhes ordenava abandonar a segurança de seus lugares e viajar para Jerusalém a fim de viver em cabanas desprotegidas feitas de ramos, ramos de palmeiras, e frutos! Entretanto, Deus prometia que impediria que os pagãos lhes atacassem durante as festas (Êxodo 34.23-24), e Israel tinha que confiança no poder dEle.
            Obviamente, a festa era uma lembrança da vida no Éden, quando as cidades muradas eram desnecessárias; e apontava mais adiante, até o dia em que o mundo seria convertido no Éden e as nações converteriam suas espadas em arados (Miquéias 4.3). Por esta razão, também se lhes ordenou sacrificar 70 bois durante a festa (Números 29.12-38). Por quê? Porque o número das nações originais da terra eram 70 (são enumeradas em Gênesis 10), e a festa celebrava a reunião de todas as nações no reino de Deus; assim que se fazia a expiação por todas elas.
            É importante lembrar que os judeus não guardaram esta festa – na realidade, até esqueceram que estava na Bíblia – até seu regresso do cativeiro sob Esdras e Neemias (Neemias 8.13-18). Durante este período de renovação e restauração, Deus iluminou as mentes dos profetas para que entendessem a importância desta festa como uma profecia cumprida da conversão de todas as nações à fé verdadeira. O último dia da festa (Ageu 2.1), Deus falou por meio de Ageu: “Farei abalar todas as nações, e as cousas preciosas de todas as nações virão, e encherei de gloria esta casa [o templo], diz o SENHOR dos exércitos. Minha é a prata, meu é ouro, diz o SENHOR dos exércitos.” (Ageu 2.7-8). Por este mesmo tempo, Zacarias profetizou acerca do significado desta festa em termos da conversão de todas as nações e a santificação de todas as áreas da vida (Zacarias 14.16-21). E centenas de anos mais tarde, durante a celebração  da mesma festa, Cristo mesmo declarou seu significado: o derramamento do Espírito sobre o crente restaurado, de modo que a igreja se converte em um meio para a restauração do mundo inteiro (João 7.37-39; consultar Ezequiel 47.1-12).
            Israel haveria de ser o meio de levar ao mundo as bênçãos do Jardim do Éden: A Escritura faz o possível para representar isto simbolicamente quando nos conta (duas vezezes: Êxodo 15.27; Números 33.9) de Israel acampado em Elim, onde havia 12 poços de água (as 12 tribos de Israel) e 70 palmeiras (as 70 nações do mundo). Assim, pois, Deus organizou a Israel como um modelo a pequena escala do mundo, dando-lhe 70 anciões (Êxodo 24.1); e Jesus seguiu este padrão ao enviar 70 discípulos (Lucas 10.1). O povo de Deus é uma nação de sacerdotes (Êxodo 19.6; 1ª Pedro 2.9; Apocalipse 1.6), escolhido para levar a luz do evangelho a um mundo entenebrecido pelo pecado e pela maldição. Cada vez mais, a esperança expressada na festa dos tabernáculos se concretizará quando a terra inteira se converter em um Jardim (Isaías 11.9; Daniel 2.35); ao encher-se o mundo de bênçãos e segurança, não haverá mais necessidade das cidade muradas (Levítico 23.3-6; Isaías 65.17-25; Ezequiel 34.25-29). O Jardim do Éden, o Monte do Senhor, será restaurado na história, antes da Segunda Vinda, pelo poder do evangelho; e o deserto se regozijará, e florescerá como a rosa (Isaías 35.1).
            Por contraste, a Bíblia diz que Deus controla aos pagãos retendo-lhes o alimento e a água. Para entender a miséria de grande parte do chamado “Terceiro Mundo”, é necessário que olhemos primeiro para sua ímpia religião e sua ímpia cultura. A benção edênica de abundância jamais será sua a menos que se arrependam e creiam no evangelho. Por outro lado, as culturas cristãs (especialmente os países da Reforma), são abençoados com alimento relativamente barato e abundante. Porém, a advertência bíblica é clara: se nosso país continuar em sua apostasia, virá a fome, tão seguramente como nossos primeiros pais foram expulsos do Éden. O campo frutífero novamente se converterá em deserto:
Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do SENHOR, teu Deus, não cuidando em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos que, hoje, te ordeno, então, virão todas estas maldições sobre ti e te alcançarão: Maldito serás tu na cidade e maldito serás no campo. Maldito o teu cesto e a tua amassadeira. Maldito o fruto do teu ventre, o fruto da tua terra, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas. Maldito serás ao entrares e maldito, ao saíres. (Deuteronômio 28.15-19)
“Sobre a terra do meu povo virão[...]até que se derrame sobre vos o Espírito lá do alto; então, o deserto se tornará em pomar, e o pomar será tido por bosque” (Isaías 32.13-15)


[1] NT: palavra no hebraico é !yNT; que foi traduzido como serpente.
[2] NT: Palavra no hebraico é !t;)y:(*w>li
[3] NT: a palavra no original é bh;r:

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