quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A DOUTRINA DA JUSTIFICAÇÃO - SEGUNDA PARTE



Estudos na Confissão de Fé de Westminster.
Professor Rev. João Ricardo Ferreira de França.
DA JUSTIFICAÇÃO. – CAPÍTULO 11.
Seção II: A fé, assim recebendo e assim repousando em Cristo e em sua justiça, é o único instrumento da justificação; ela, contudo, não está sozinha na pessoa justificada, mas é sempre acompanhada de todas as demais graças salvíficas; não é uma fé morta, mas que age através do amor.
Introdução:
          Chegamos a mais uma exposição da nossa confissão de Fé. O nosso estudo se concentrará na temática da relação entre a Fé e a Justificação, pois, em nossos dias este tópico precisa de um esclarecimento mais aguçado.
          Em muitas igrejas temos visto a ênfase na fé como sendo aquilo que salva o homem, ou seja, a base de toda a salvação; ora, não é isto que ensina a Palavra de Deus. A palavra de Deus nos ensina de forma clara que a fé não a base para receber a justificação; mas que é apenas um instrumento para que a justificação seja uma realidade na vida do pecador. Vejamos o que podemos aprender desta seção da Confissão de Fé de Westminster.
I – A DUPLA AÇÃO DA FÉ.
          Em relação à obra redentiva a fé possui uma dupla ação conforme vemos na declaração dos teólogos de Westminster “A fé, assim recebendo e assim repousando em Cristo e em sua justiça”, aqui temos de forma clara o que é de fato a ação da fé salvadora:
1.1        – A fé recebe a Cristo e a sua justiça: o ato de receber a Cristo não significa atividade do homem, mas a passividade da fé em aceitar gratuitamente o seu redentor. A fé assemelha-se a mão do pedinte que estende vazia para Deus esperando dele a graça que há em Cristo. O Apóstolo João vai nos dizer exatamente isso no seu evangelho capítulo 1.12
1.2        A fé  repousa em Cristo: O segundo aspecto da fé salvadora é que ela repousa inteiramente em Cristo Jesus. Ou seja, ela não descansa em si mesma – não é fé na fé, mas em Cristo Jesus. Observamos que a fé não é à base da justificação, mas é a pessoa de Cristo. Conforme aprendemos em Romanos 3.24-28; ou seja, não há obras praticadas por nós, existe apenas a obra de Cristo!
II – A FÉ É O ÚNICO INSTRUMENTO DA JUSTIFICAÇÃO.
                   Precisamos saber que a fé é o único instrumento de nossa justificação perante Deus. Este é ponto que muitos ignoram e acabam tornando a fé como sendo a base da justificação. Isso é bem ilustrado em Romanos 5.1. Paulo neste texto nos mostra que somos justificados por meio da fé, e assim, a nossa relação com Deus está em perfeita harmonia graças ao sacrifício expiatório [ morte substitutiva de Cristo na Cruz do calvário ].
                   Os homens só podem ser declarados justos quando Cristo se torna o objeto da fé desse homem, em outras palavras, a justiça de Cristo vem a nós por causa da fé que é um instrumento – é um meio pelo qual nos apropriando da justificação, e não podemos ignorar o fato de que a fé é um dom de Deus – isso implica que nada vem de nós tudo vem da graça de Deus.
III – A FÉ SEMPRE VEM ACOMPANHADA DE OUTRAS GRAÇAS SALVADORAS.
A Confissão de Fé reconhece que fé nunca está “sozinha na pessoa justificada, mas é sempre acompanhada de outras graças salvíficas”, sendo uma fé operosa. E como se dá isso?
3.1 – É fé que nos leva a prática de boas obras: Uma vez que a fé já habita no coração da pessoa justificada – que foi perdoada por Deus – então, esta pessoa viverá uma vida que pratica a boas obras conforme nos exige o evangelho de Jesus Cristo conforme lemos em Tiago 2.17,22,26 – se assim, não se proceder implica dizer que esta fé não existe na vida daquela que a professa, ou seja, na vida prática tal pessoa está dizendo que não é genuinamente um cristão.
3.2 – É uma fé que age motivada pelo amor: uma vez que o eleito é chamado e justificado ele deve de fato agir pelo amor, evitando tudo aquilo que busca ferir o outro, ou mesmo, que macula o evangelho, tal com acepção, e descriminação – pois, o amor deve governar a fé da igreja de forma suprema isso nós aprendemos em Gálatas 5.6. 




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